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Petição dos McCann para rever caso Maddie já tem 31 mil assinaturas

Kate e Gerry McCann estão a fazer circular uma petição com a qual pretendem levar os governos inglês e português a rever o caso Maddie. Até agora, já conseguiram 31 mil assinaturas e pretendem chegar às 100 mil. Na conferência que deram hoje à tarde, em Lisboa, Kate e Gerry garantiram que não pretendem baixar os braços e que existem informações importantes, às quais não tiveram acesso, na posse das autoridades inglesas e portuguesas.

Os McCann acreditam que a reunião dos dados que as autoridades inglesas e portuguesas detêm permitirá descobrir o que aconteceu a Madeleine, filha de ambos, desaparecida há três anos e meio. Com a petição, que se encontra online e também disponível em papel, Kate e Gerry esperam conseguir que os governos inglês e português cooperem, reunindo e analisando todas as informações.

"Se não tivermos ajuda das autoridades, vamos ter de continuar a procurar por nós próprios", afirmou Kate. De mãos entrelaçadas e expressões sérias, os McCann sublinharam, por diversas vezes ao longo da conferência, a sua pretensão de não desistir até saberem o que aconteceu a Maddie, que terá hoje sete anos. "É como estar numa corrida e não se saber quando acaba", disse Gerry. Apesar da "pequena equipa de investigadores", financiada pelo Fundo Maddie, os McCann dizem estar "restringidos", na medida em que não têm "acesso a toda a informação que as autoridades detêm".

Em relação ao Fundo Maddie, os McCann garantem que não está a acabar, apesar da diminuição das contribuições que se tem registado. Segundo Gerry, o máximo tem sido feito para conseguir apoios. "Todos os meses temos reuniões para discutir formas de garantir dinheiro", explicou. "Se não fosse o fundo, ninguém estaria à procura da Madeleine agora", disse Kate.

Sobre a decisão do Tribunal da Relação de anular a proibição de venda do livro de Gonçalo Amaral – "A Verdade da Mentira" -, os McCann pouco se pronunciaram. Segundo Gerry, o livro "leva a crer que Maddie está morta, quando não há provas que apontem nesse sentido".

Isabel Duarte, advogada dos McCann, disse que "o recurso para o Supremo [Tribunal de Justiça] foi entregue no dia 5 de Novembro". Esta é uma situação excepcional, possível, de acordo com Isabel Duarte, graças ao facto de ter sido invocado um argumento fundamental: "Este livro foi publicado e continuará a ser publicado para se fazer dinheiro e aprofundar a dor dos meus clientes e prejudicar a investigação relativamente à Madeleine McCann".

Caso a decisão do Tribunal da Relação se mantenha, a solução será recorrer aos tribunais internacionais. O livro de Gonçalo Amaral ainda não está no mercado. "E não vai estar", afirma Isabel Duarte. "Sou a fiel depositária do livro e enquanto não for obrigada a entregá-lo, não o entregarei de forma alguma. Isto enquanto não houver uma decisão final definitiva".

(Published by Público - November 10, 2010)

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